Agora vem e me pergunta quem são.
Digo que tenho inocencia nua.
Do que sou feito, e se sou são
se moro na mesma rua,
se tenho compaixão..
Eu ando de ônibus,
e finjo que a cidade não me engoliu.
To na geração do meio,
e mesmo sendo inteiro,
boa parte de mim já partiu.
Quem sabe a viagem me convença
e eu me entorne o lúdico e oferecido.
Pois aqui só me atenho distraído.
Consumindo meus passos de esperança.
Rebolando nessas asas de vidro.
Mas ainda teve uma droga, e me seduzia!
Foi me torna filho, madrasta terra.
Que se mostra eficaz e assim erra,
dando aos seus filhos de orgia
a raiva que dilacera.
"Não tive tudo na mão, né vó"
"Depois morre e não sabe porque"
"macho que é macho.."
E mais uma vez esqueci a rima,
Apenas sabia fazer o de casa.
Sei o que faço, e porque faço,
mesmo sabendo que não tenho resultado.
É que quando se nasce
alguém grita do espaço:
" -Mais um achando que de tudo sabe!"
l.mar
Nenhum comentário:
Postar um comentário